Segundo Cury, Jesus era uma pessoa aberta e inclusiva. Não classificava as pessoas. Ninguém era indigno de se relacionar com ele, por pior que fosse o seu passado. Mas o que é que as Igrejas pregam? Reparem nas atuais missas e cultos evangélicos: quem se encontra perto dos altares, ou seja, mais perto de Deus? São os carentes, os dependentes ou pecadores? Claro que não. Para as Igrejas somos apenas uma conta bancária, um título acadêmico, um status social que, além de tudo, eleva o nome de Cristo a semideus e mais nada. Biografias de Cristo evidenciam muito mais que isso: que ele era uma pessoa aberta e inclusiva, ao contrário dos religiosos. Jesus era mais democrático e menos sexista, mais tolerante e menos autoritário, características que combinam mais com os nossos dias. "Quem não conheceu a si mesmo não conhece nada, mas quem se conheceu veio a conhecer simultaneamente a profundidade de todas as coisas.” Esta frase é atribuída a Jesus Cristo. Mas não adianta ir procurá-la na Bíblia. Ela não está em nenhum lugar dos Evangelhos – os únicos relatos da vida de Jesus que a Igreja considera autênticos. E porque será? Muitas coisas da curta passagem de Cristo por essas bandas ainda permanecem obscuras e a Igreja tem toda a culpa nisso. Usar a religião como fator determinante para a alienação, para a manipulação e para a escravidão intelectual é uma questão primordial para a sobrevivência das Igrejas. E nisso as evangélicas estão sabendo muito bem gerenciar o rebanho. A citação acima faz parte de um outro evangelho – o de Tomé. Também não perca seu tempo procurando por esse livro no Novo Testamento. Não há por lá nenhum evangelho com o nome do mais cético dos apóstolos, aquele que queria "ver para crer". Acontece que o texto de Tomé existe sim. E é um documento muito antigo, segundo alguns pesquisadores, tão antigo quanto os que estão na manipulada Bíblia. O "Evangelho de Tomé", assim como outras dezenas - ou centenas - de textos semelhantes, foi escrito por alguns dos primeiros cristãos, entre os séculos 1 e 3 da nossa era (Super Interessante, dez/2004). Ele foi cultuado por muito tempo. Até que, em 325, sob o comando do imperador romano Constantino, a Igreja se reuniu na cidade de Nicéia, na atual Turquia, e definiu que, entre os inúmeros relatos sobre a vinda de Cristo que existiam, só quatro eram "inspirados" pelo filho de Deus, os "evangelhos canônicos". Muito conveniente isso, não é mesmo? Os outros foram chamados de "apócrifos" (de legitimidade duvidosa). Estes foram proibidos, seus seguidores passaram a ser considerados hereges e muitos foram excomungados, perseguidos, presos. E tudo isso, em nome de Deus. Na “Análise da Inteligência de Cristo”, de Augusto Cury, uma outra faceta de Cristo é descrita: “Crer ou não em suas palavras é uma questão pessoal, íntima, pois seus pensamentos fogem à investigação cientifica, extrapolam a esfera dos fenômenos observáveis” . Cristo que brilhou na sua inteligência, embora desde a infância tivesse sido castigado pela miséria, foi muito astucioso, mesmo tendo vivido em meio há ladrões, traidores e várias pessoas que não estariam, segundo a Igreja, nos planos de Deus. Cristo era tão suficiente e sofisticado que, mesmo sabendo sobre seu destino, nunca culpou nem se revoltou com o fato. Admirava e ensinava a todos sobre o amor entre os humanos. Viveu sendo caçado e, porém, nunca se cansou de ajudar o homem a compreender seus erros e procurar desfazê-los.
Na análise de Cury, Cristo é uma das figuras mais emblemáticas da história da humanidade e ao mesmo tempo uma das mais apaixonantes. Sua história é tão superficial, escabrosa e tão devorada pelos urubus das religiões que, muitas vezes, já esteve a ponto de ser posta em dúvida. ''Antes de tomar conhecimento de seus frutos minha visão era totalmente ofuscada acerca de Jesus Cristo, e creio que para muitos ainda permanece''.
Na análise de Cury, Cristo é uma das figuras mais emblemáticas da história da humanidade e ao mesmo tempo uma das mais apaixonantes. Sua história é tão superficial, escabrosa e tão devorada pelos urubus das religiões que, muitas vezes, já esteve a ponto de ser posta em dúvida. ''Antes de tomar conhecimento de seus frutos minha visão era totalmente ofuscada acerca de Jesus Cristo, e creio que para muitos ainda permanece''.
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